MORTALIDADE POR SÍNDROMES HIPERTENSIVAS GESTACIONAIS NO BRASIL: UM PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE 2014 A 2023

Autores/as

  • Gustavo dos Santos dos Santos Machado Graduando em Medicina. Universidade Federal de Sergipe (UFS), Lagarto, Sergipe
  • Anny Larissa Leite Graduanda em Medicina, Universidade Federal de Sergipe (UFS), Lagarto, Sergipe
  • Isabella Teixeira Cortês Enfermeira, Universidade Tiradentes (UNIT), Aracaju, Sergipe
  • Iasmim Santos Ramiro Graduanda em Medicina Universidade Tiradentes (UNIT), Aracaju, Sergipe
  • Hingrid Stephanie Rodrigues Ribeiro Graduanda em Medicina, Universidade Federal de Sergipe (UFS), Lagarto, Sergipe
  • Renata Jardim Doutora em Saúde Pública Universidade Federal de Sergipe (UFS), Aracaju, Sergipe

Palabras clave:

Mortalidade Materna. Desigualdades em Saúde. Fatores Socioeconômicos. Epidemiologia Descritiva. Saúde da Mulher

Resumen

DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.17379135

RESUMO 

Introdução: as Síndromes Hipertensivas Gestacionais (SHG) são uma das principais causas de mortalidade materna no Brasil e no mundo, refletindo desigualdades regionais, sociodemográficas. Apesar dos avanços nas políticas públicas, a razão da mortalidade materna permanece elevada, evidenciando falhas na assistência obstétrica e no acesso equitativo à saúde. Objetivo: traçar o perfil epidemiológico da mortalidade materna associada às Síndromes Hipertensivas Gestacionais no Brasil, no período de 2014 a 2023. Métodos: estudo epidemiológico, observacional, retrospectivo e quantitativo, com base nos dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/DATASUS). Foram incluídos todos os óbitos maternos por SHG registrados no Brasil entre 2014 e 2023, com classificação CID-10 entre O10 e O16. As variáveis analisadas incluíram idade, cor/raça, escolaridade, estado civil, região e tipo de síndrome. Resultados: foram registrados 3.330 óbitos por SHG no período. As regiões com maior número absoluto de mortes foram Nordeste (38,4%) e Sudeste (30,3%), com destaque para a maior taxa proporcional no Norte (2,81/100 mil). A maioria dos óbitos ocorreu entre mulheres pardas (55,5%), de 30 a 39 anos (42,7%), com escolaridade entre 8 e 11 anos e estado civil solteiro. A eclâmpsia foi a principal causa (43,6%). Conclusão: a mortalidade por SHG reflete desigualdades sociais e territoriais. Fortalecer o pré-natal, garantindo o acesso qualificado e equitativo à saúde são medidas urgentes para reduzir essas mortes evitáveis.

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Publicado

2025-11-07

Cómo citar

DOS SANTOS MACHADO, Gustavo dos Santos; LEITE, Anny Larissa; CORTÊS, Isabella Teixeira; RAMIRO, Iasmim Santos; RIBEIRO, Hingrid Stephanie Rodrigues; JARDIM, Renata. MORTALIDADE POR SÍNDROMES HIPERTENSIVAS GESTACIONAIS NO BRASIL: UM PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE 2014 A 2023. Revista Sergipana de Saúde Pública, Aracaju, SE, v. 4, n. 1, p. 1–13, 2025. Disponível em: https://mail.revistasergipanadesaudepublica.org/index.php/rssp/article/view/103. Acesso em: 17 ene. 2026.

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