DESAFIOS NA EDUCAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA: O DESPREPARO PARA ENFRENTAR A MORTE E O SEU PROCESSO DE MORRER, UMA REVISÃO DE ESCOPO
Resumo
Introdução: o despreparo por parte dos médicos brasileiros para lidar com a morte e o processo de morrer, em virtude da insuficiência na educação médica em incluir conteúdos que os preparem para aspectos emocionais e éticos relacionados à finitude da vida, reflete em práticas inadequadas como distanásia e falhas na comunicação. Assim, identifica-se uma necessidade de melhorar a formação médica para promover cuidados de fim de vida mais humanizados e reduzir o seu impacto emocional. Objetivo: identificar o preparo oferecido aos médicos durante sua formação em relação ao tema da morte, em que se destaca a importância de disciplinas como Cuidados Paliativos e Tanatologia. Métodos: trata-se de uma revisão de escopo, realizada em outubro de 2024, com caráter exploratório e descritivo, na qual foram selecionados seis artigos publicados entre 2014 e 2024, em que os critérios de seleção foram a abordagem direta do tema e a disponibilidade gratuita. Resultados: os estudos revelam uma carência significativa na formação dos médicos, marcada pela ausência de disciplinas específicas e pela abordagem fragmentada do tema. Esse déficit educacional afeta negativamente a relação médico-paciente-família e a qualidade dos cuidados no fim de vida. Conclusão: há uma importância significativa de integrar de forma sistemática conteúdos sobre morte e morrer nos currículos médicos para preparar profissionais mais empáticos e resilientes, que possam garantir uma assistência digna e humanizada aos pacientes em fim de vida.
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